quarta-feira, 11 de julho de 2012

Summertime

Bem, as boas notícias, tal como as más, nunca vêm sós. Pelo menos isso...

O verão está "aí". E digo "aí" porque as temperaturas estão amenas para quem vai a meio de Julho. Esta semana, em que posso ir à praia, está a 25º. Nas semanas seguintes, quando andar todos os dias de camisa de manga comprida, a passear pela placa, etc... espero de 35º para cima. Mas enfim, não me queixo.

Esta semana, vou tentar apanhar um solzinho para começar o novo trabalho com bom aspecto. Mas o que eu queria mesmo eram uns cinco dias com amigos, num sítio bonito e fora daqui, porque a partir da próxima semana acabam-se as férias este ano, muito provavelmente. E no Verão, de certeza.

Gostava de ser daquelas pessoas que, de forma metódica, preparam a ida à praia: tupperware com frutinha num saco térmico para ficar sempre fresquinha, tapa vento, guarda sol, livro, revista, etc... Eu, geralmente, quero é lá chegar e deitar ao sol...

E não há nada melhor que acabar um dia fantástico de praia e ir para o bar, comer coisas boas e beber minis ou sangria fresquinha. Ou então vir a casa, tomar um banho bom e ir ao teatro. E depois, ir sair um pouco. Para mim, isso é que é verão...

Este ano, será um pouco diferente, mas, again, não me queixo. Porque, na verdade, eu gosto é do verão.




quinta-feira, 21 de junho de 2012

Happy ever after

Vou dizê-lo: ser adulto é fodido. Não só para mim, para todos. Crescer, ser "grande" é fodido, é difícil, é complicado.

 "Quando eu for grande, vou ter um grande emprego, ganhar dinheiro, vou ter isto e aquilo, vou apaixonar-me, ter uma relação assim e assado, depois casamos, depois temos filhos, vamos viajar, vamos fazer estas coisas e aquelas, ser aquele tipo de pessoas, super fixes e felizes e estilosas, vamos sentir-nos desta forma e daquela e tudo, mas mesmo TUDO vai correr bem."

Pois.

E, de repente, somos grandes. É agora que temos de fazer com que todas as coisas que queríamos aconteçam. É agora que temos de arranjar aquele trabalho, para podermos ter a casa e o carro e as viagens. É agora que temos de viver a vida estilosa e feliz com que sonhávamos. Mas é tudo tão mais difícil do que parecia naquela altura.

E chegar à conclusão que as coisas podem ser ligeiramente diferentes, custa. Custa muito. Talvez não tenhamos tanto dinheiro assim. Talvez não tenhamos tão sucesso. Talvez não sejamos assim tão felizes. Talvez as pessoas com quem temos relações não sejam tão perfeitas como pensámos que iam ser. Talvez não sejamos as pessoas tão em controle da sua vida como pensámos que íamos ser.

Pior ainda, é chegar à dura, duríssima conclusão que, na verdade, as coisas podem não ser DE TODO como antecipámos. Chegar à conclusão que talvez não encontremos aquela pessoa que nos faz sentir seguros e realizados como sempre imaginámos, alguém que nos vai proteger, que se calhar vamos ter de passar pela vida e batalhar sozinhos, que talvez seja esse o nosso "karma". Isso é difícil.

É bem possível que todos passem por esta experiência. A questão é que, tanto quanto sei, nunca vivi antes por isso só agora me apercebo disto. E apercebo-me não só em mim. Em amigos, em pessoas próximas que vão saboreando o amargo destas conclusões e ficam no mesmo espanto.

Mas afinal não era suposto ser tudo bom? Não era suposto sermos felizes, porra? Então e o "viveram felizes para sempre"?? Não conta? Não existe? A culpa é da Disney, a culpa é totalmente da Disney.

E, para não pensarem que vou ficar a cortar os pulsos, depois de acabar este post (e mesmo para vocês próprios não se afogarem em ranho e lágrimas depois destas conclusões ultra-depressivas) aqui fica esta, de que tanto gosto.


domingo, 27 de maio de 2012

One last push

I feel like a pregnant woman. I have my heart wide open, I'm pushing something new into my life.

This is a horrible metaphor and yet it kind of makes sense. Life is changing in so many ways and it's changing me, brutally, from the inside out. It's unnoticeable to most but I feel it pretty much every second of each day.

I try to make sense of things that happen but it's not easy. I believe that there is a purpose to all things so I keep searching and waiting for the truth to present itself. Life changes, it evolves, it is redefined and it redefines you and the process goes on forever.

Right now I'm trying to hold on to a few things so I don't completely lose my mind, which is unfair and dangerous but I don't see any other way ot moving forward. If I let go, I'll lose myself and, for some reason, I can't allow myself to do that. I've always had a dramatic, dark and fatalistic nature. But as I grow older and life, real life, starts happening, I've found myself craving for more life, fighting for happiness and striving for a continuation of my being here. Less and less do I have room for darkness, even in the darker times. And now, probably the darkest of times, I fight and fight so I don't drown, because I don't want to. I don't know if I'll succeed or how I will make that happen.

But I know I want to.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ann Liv Young | Ann Liv Dumb

Algo surpreendente no mundo da arte contemporânea ou, melhor ainda, no mundo da performance, é que qualquer coisa que consiga servir de metáfora para algo, qualquer coisa que possa ter uma mensagem escondida, é imediatamente encarada como "arte contemporânea".

Uma pessoa sentada no chão com um círculo de figurinhas à sua volta é designada como uma "performance": representa a ligação da pessoa adulta à sua infância e, ao mesmo tempo, a solidão da pessoa no mundo adulto. Um monte de lâmpadas de cores diferentes é designado por "instalação" e representa a diversidade racial, sexual, etc no mundo em que vivemos.

Não me interessa discutir o que é realmente arte ou não. Essa discussão é antiga e nunca leva a qualquer conclusão. Mas interessa-me expor aqui o caso de uma certa americana chamada Ann Liv Young, que tive o prazer (mórbido?) de ver trabalhar.




Ann Liv, aqui na sua encarnação do Sherry Show, apresenta-se como uma performer. Alguns diriam uma performer bem americana. No fim dos seus espectáculos, Ann Liv tem uma banca no foyer dos espaços onde vende merchandising dos seus espectáculos. Pode comprar-se tudo, desde roupa interior usada por ela, a sacos do seu sangue ou urina. Como Sherry, Ann Liv pretende ser um espelho das pessoas que a observam. Toda a performance existe a partir da sua interacção com o público. Tem momentos Oprah, em que fala com elementos do público em tom confessional, tem momentos pop, em que canta versões de músicas de Britney Spears ou Kanye West. Em outros espectáculos, Ann Liv apropria-se de histórias infantis ou mitos como a Branca de Neve (Snow White) ou o mito das sereias (The Mermaid Show). O que lhe interessa é a espontaneidade, o agora, o inesperado como revelação do interior de cada um.
E chama-lhe performance.


Sherry and friends

Entrevista com Ann Liv Young

terça-feira, 10 de abril de 2012

Malemolência Zuga: Heterossexuais contestatárias

Depois de ler o absurdo publicado no Jornal Sol, soube bem ler o que está aqui em baixo...


Malemolência Zuga: Heterossexuais contestatárias: Depois de me emocionar com a prosa do arquitecto, no Sol, sobre "Os Homossexuais Contestatários" , inspirei-me no seu texto para retratar o...

sábado, 7 de abril de 2012

Easter bunny says no

Easter 2012... No need to say anything else. Bored out of my tree, joined by people who I really don't know, celebrating a holiday belonging to a religion to which I've turned my back. I just lay in my bed and stare at the ceiling.